TENDÊNCIAS: ESTAS SÃO AS PREDIÇÕES DA PANTONE PARA 2018

As novas paletas da Pantone, apresentadas nesta semana no International Home + Housewares Show, em Chicago, seguem oito estilos

Pantone 1Nesta semana, o International Home + Housewares Show em Chicago reuniu muitas novidades. Entre elas, a Pantone apresentou suas predições para 2018 (apesar de ainda termos oito meses com o Greenery como cor do ano). O Home Accents Today foi até o evento e reuniu as tendências, apresentadas por Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute. Confira:

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Metálicos, iridescentes e intensos

É por meio de estudos sobre a moda, arte, televisão, filmes, arquitetura, varejo, teatro, comida e bens de consumo que o PCI chega às suas predições. Quando o assunto são as cores, os metálicos, intensos e iridescentes (que refletem os tons do arco-íris) são destaque. “Nós sabemos que os metálicos são um clássico, mas eles realmente se mudaram para os neutros”, Eiseman disse. Sobre os iridescentes, perolizados ou translúcidos, “o olho humano absolutamente não consegue evita-los”, completou. Seguindo para os tons intensos, a diretora afirmou que eles “parecem ser, nesses dias, uma aplicação natural dos nossos estilos de vida e processos de pensamento intensos”.

Pantone 3Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Vedure, Playful, Discretion, TECH-nique, Far-Fetched, Resourceful, Intricacy, e Intensity.

2018 Pantone View Home + Interiors

Outra parte da análise da Pantone, oito paletas foram lançadas pela marca como tendência para o ano que vem:

Verdure – com tons de verde, “esta paleta é muito simbólica da saúde”, explicou Eiseman.

Playful – “As pessoas precisam parar e sorrir”, disse a diretora. Assim, a paleta conta com tons vibrantes de amarelo, azul e verde.

Discretion – diversas tonalidades de rosa e roxo compõem esta paleta: “o rosa desenvolveu mais poder do que nunca”, afirmou.

TECH-nique – também vibrantes, as cores desta paleta “parecem brilhar de dentro para fora”, disse Eiseman.

Far-fetched – focada nos tons quentes e terrosos, esta paleta “alcança e abraça muitas culturas diferentes”.

Resourceful – “esta é uma combinação interessante de cores. Ela combina tons quentes e frios que você simplesmente não consegue não olhar”, a diretora avaliou.

Intricacy – com os “novos neutros”, esta paleta traz tons de preto, cinza, marrom e amarelo.

Intensity – nesta paleta, as cores possuem “uma certa força, poder, profundidade e sofisticação”, Eiseman disse.

Matéria publicada por Casa Claudia em 23 de março de 2017

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CASA EM TAIWAN COM ÁREAS DE COMPARTILHAMENTO PARA TODA A FAMÍLIA

São vários os cômodos disponíveis nesta casa, em Taiwan, para que a família compartilhe momentos, como a biblioteca e a espaçosa cozinha

Arq 1Quando o Sr. Wang procurou o HAO Design, ele tinha uma ideia clara do que queria para sua casa. A construção, que fica em Taiwan, tem a frente virada para o leste, o que proporciona um calor reconfortante durante as manhãs. Já o fundo, que fica para o lado oeste, é ideal para passar a tarde. A família Wang se importa muito um com o outro  e gostam de passar momentos juntos. Por isso, fizeram uma espécie de ponte para conectar as duas partes da casa.

Arq 2A casa possui muitos espaços de convivência, uma cozinha de conceito aberto e uma grande biblioteca. Janelas permitem que aquele que está em um cômodo dessas áreas sociais veja o outro e assim a família permanece unida mesmo ocupando diferentes espaços da casa.

Arq 3Na cozinha, há uma grande ilha, que dá a Sra. Wang, uma cozinheira experiente, a possibilidade de fazer suas receitas favoritas.

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Ao anoitecer na área externa de lazer, à medida que os candelabros se acendem, começa a surgir uma atmosfera rural européia. Ao fazer um trabalho médico voluntário na África, o Sr. Wang recebeu uma série de objetos populares típicos e colecionáveis. Eles enfeitam essa área e dão a ela um significado especial.

Arq 5Além das muitas áreas para compartilhar com a família, há também salas individuais para momentos de recolhimento.

Arq 6O quarto do filho mais velho, com paredes de cor verde acinzentado e um guarda roupa de parede no estilo dos armários americanos, revela a personalidade esportista do garoto.

Arq 7A individualidade do filho mais novo é esboçada com a luz de teto de estilo industrial instalada acima da cabeça da cama – um símbolo de uma nova geração mais ousada.

Arq 8No quarto principal, em vez de uma cama de casal, há duas camas de tamanho igual que se adequam melhor à rotina dos dois. As almofadas em cores vibrantes podem ser misturadas livremente e combinadas de acordo com o espírito do casal.

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Fotos antigas e quadros acumulados ao longo da vida trazem memórias importantes aos novos ambientes.

Confira mais imagens da casa:

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Matéria publicada por Casa Claudia em 21 de março de 2017

 

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HERANÇA CULTURAL CONTA A HISTÓRIA DO DESIGN NA SP-ARTE

Através do trabalho de Zanine Caldas e Zanini de Zanine, pai e filho, a marca contará diferentes momentos do design brasileiro

A loja Herança Cultural participa da 13º edição da SP-Arte que acontece de 6 a 9 de abril no Pavilhão da Bienal, em São Paulo (SP). A marca, conduzida pelo galerista Pablo Casas, apresenta peças de mobiliário colecionável clássico ao lado de itens contemporâneos.

Arq 1Poltrona Enrico, de Zanini de Zanine.

Para a feira, Pablo Casas fará um contraponto da história de Zanine Caldas e Zanini de Zanine, pai e filho e grandes nomes do design brasileiro. A marcenaria de ambos foi o tema escolhido para essa edição que contará diferentes momentos do design brasileiro através de um layout clean, onde os grandes destaques serão as peças raras de Zanine e as contemporâneas, criadas por seu filho Zanini, que também assina a ambientação com Pablo.

Arq 2Mesa Tronco, de Zanine Caldas.

A mesa de jantar e duas poltronas da linha Tronco, fabricadas nas décadas de 1970 e 1980 mais as pelas da “Móveis Artísticos Z”, são os destaques de Zanine Caldas na feira. Também será apresentada uma série inédita de seus moldes de peças originais em Eucatex da época de sei ateliê em Ilhéus (BA), nos anos 1980.

Já o filho, Zanini de Zanine, apresentará uma série limitada de peças desenhadas exclusivamente para a Herança Cultural, produzidas em madeira de demolição com processo de carpintaria e uso de vidro. Outro destaque será a poltrona Enrico, também exclusiva da marca, que utiliza processos de produção da carpintaria artesanal.

Arq 3Mesa Lateral PC, de Zanini de Zanine.

“O objetivo de participar do evento, é alcançar sobretudo o colecionador, oferecendo peças únicas, advindas de um trabalho extremamente minucioso de garimpo, além de oferecer um contexto mais amplo ao expor itens da contemporaneidade”, diz Pablo Casas.

Arq 4Poltrona Tronco, de Zanine Caldas.

Matéria publicada por Casa Claudia em 21 de março de 2017

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EM NY, ARRANHA-CÉU CURVO PODERÁ SER O MAIS LONGO DO MUNDO

Futurístico, o projeto do escritório Oiio imagina um arranha-céu residencial como um grande arco residencial

Nova York 1Nova York é uma das cidades onde sempre se constroem apartamentos e arranha-céus. Não é sempre, no entanto, em que um projeto como o Big Bend aparece.

Nova York 2A novidade, assinada pelo escritório Oiio, imagina um prédio residencial nada tradicional: trata-se de uma fina torre que se curva no topo e forma um arco.

Nova York 3Pensada para a rua 57ª em Manhattan, onde estão outros imóveis bilionários (a área, próxima ao Central Park, é conhecida como Billionaire’s Row), o Big Bend pode se tornar o prédio mais longo do mundo se construído. O conceito tira proveito das leis da cidade para criar uma estrutura com uma enorme metragem quadrada sem se preocupar com os limites de altura.

Nova York 4“Nós geralmente vemos os últimos prédios mais altos sempre ficamos impressionados com o preço por metro quadrado. Parece que a altura de uma propriedade opera como uma licença para que ela seja cara. Mas e se nós substituíssemos altura por comprimento? E se os prédios fossem longos em vez de altos?”, os profissionais explicaram ao Designboom, que publicou o projeto.

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Matéria publicada por Casa Claudia em 20 de março de 2017

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SAMSUNG LANÇA TV QUE SE CAMUFLA E IMITA OBRA DE ARTE

Quando não está ligada, a televisão usa iluminação automática para se camuflar e parecer uma moldura com fotos ou obras de arte

A presença da televisão em um ambiente é sempre uma polêmica: algumas casas, inclusive, driblam a presença da tela preta com móveis multifuncionais e outros truques. Pensando nisso, a Samsung convidou o designer suíço Yves Béhar, do estúdio Fuseproject, para criar uma peça que quebrasse com esse molde.

Samsung 1O resultado é a The Frame, uma televisão de borda branca e moldura colorida que, quando não está ligada, usa uma iluminação automática para mostrar fotos ou obras de arte – a ferramenta faz com que as imagens pareçam impressas e não digitalizadas. Além de ‘desaparecer’ e se camuflar no décor, a peça desliga sozinha quando não há pessoas no ambiente.

Samsung 2“Em nossas casas e apartamentos menores, quando uma televisão está desligada o seu quadrado preto toma um espaço valioso. Em vez de desenhar um produto que só ganha vida quando assistem ao entretenimento, nós começamos a pensar em um display que oferece uma nova inspiração às nossas vidas”, Béhar explicou, conforme publicado pelo Dezeen.

Samsung 3O ‘modo de arte’ da TV contou com a curadoria de Elise Van Middelm e inclui obras de artistas como Luisa Lambri, Barry McGee e Todd Eberle. Para as molduras, o designer suíço consultou profissionais que trabalham com molduras em alguns dos museus mais prestigiados do mundo – as bordas da The Frame estão disponíveis nas cores branco, preto e madeira.

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“O resultado é uma arte que se mistura no ambiente da mesma forma que uma fotografia impressa ou uma tela pintada”, Béhar finalizou. De acordo com a Samsung, a televisão é o primeiro display que usa sensores para se adaptar ao ambiente com luz automática.

Confira mais detalhes no vídeo abaixo (em inglês):

 

Matéria publicada por Casa Claudia em 16 de março de 2017

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GUTO REQUENA MINISTRA PALESTRAS EM UNIVERSIDADES DA ALEMANHA

Referência no design nacional, Guto Requena comanda debate sobre urbanismo e cultura brasileira

Um dos grandes nomes do design nacional, Guto Requena ministrará uma palestra na Universidade Humboldt, em Berlim, nesta quinta-feira (16). O arquiteto falará sobre cultura e urbanismo no Brasil, o papel de reocupação do espaço público pelo qual o país vem passando e a importância da arte pública e das tecnologias interativas. Na quarta-feira (15), o debate aconteceu na renomada Universidade HFK, em Bremen, e foi aberto para todos os interessados.

Guto RequenaNascido em Sorocaba, interior de São Paulo, Requena graduou-se em Arquitetura e Urbanismo em 2003 pela USP. Durante nove anos foi pesquisador do NOMADS USP – Centro de Estudos de Habitares Interativos da Universidade de São Paulo. Guto recebeu prêmios e tem ministrado palestras em diferentes cidades pelo mundo, como Nova York, Milão, Beirute, Paris, Istambul, Moscou e Dubai.

Matéria publicada por Casa Claudia em 16 de março de 2017

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SALA DE JANTAR PODE SERVIR DE INSPIRAÇÃO PARA O SEU AMBIENTE

Arq 1Nel Dusheiko precisava de um ambiente para seu sogro viver, e pensando nisso, projetou uma casa no mesmo terreno de sua casa para ele. A ideia dessa casa era que tivesse uma pegada mais moderna, com uma grande parede especialmente para armazenar as obras de arte que o dono da casa tanto gosta.

Arq 2O ambiente escolhido para armazenar as obras de arte e cerâmicas foi a sala de jantar que ficou integrada com a cozinha. Para transformar esse ambiente em algo mais interessante, uma parede juntamente com o teto de vidro fazem com que ele fique muito mais interessante.

Arq 3A cozinha ganhou uma bancada de madeira com direito a espaço para guardar os vinhos. Esse ambiente também serve como um cantinho para ler um bom livro, ou até para bater um bom papo com os amigos. Aliás, a integração entre a sala de jantar e a cozinha é uma tendencia bem interesse.

Matéria publicada por Eye4Design em 15 de março de 2017

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DUPLEX SOFISTICADO EM MANHATTAN

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Nossa equipe sempre se apaixona por projetos em que o principal destaque é a cidade onde estão localizados.  Esse duplex  presta uma homenagem a Manhattan, com a vista do topo do prédio localizado na  432 Park Avenue, faz com que o trabalho de Kelly Behun, designer de interiores responsável pelo projeto tenha um gostinho mais doce, e não tenha cara de ser algo obrigatório.

Duplex 2Utilizando cores mais suaves e sem grandes profundidades, a vista para a big apple faz com que o apartamento se torne bem mais interessante. As grandes janelas das salas fazem com que esse duplex tire proveito de pontos turísticos famosos e ainda de a impressão que todos estão “abaixo” dos moradores.

Duplex 3A palheta de cores utilizadas nesse projeto acaba desempenhando uma função de diferenciar  os ambientes, como no caso do living, quarto e o escritório . Ao chegar no escritório, as cores deixam de ser suaves e tranquilas e ficam mais escuras, pesadas, passando uma pegada mais “séria” ao ambiente, até o uso das janelas nesse ambiente segue essa tendência, dificultando a vista de Manhattan.

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Mas quando chega ao quarto principal do apartamento e ao banheiro, essa tendência mais sombria foge de maneira bem interessante. O banheiro destaca-se principalmente ao ter um piso todo de mármore e uma grande janela que faz com que quem estiver nessa janela possa ter a impressão de ver toda Manhattan. Agora imagine você em um apartamento desses, ter uma vistas dessas, e ainda ter a impressão que tem uma das maiores cidades do mundo aos seus pés?

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Matéria publicada por Eye4Design em 14 de março de 2017

 

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EDIFÍCIOS DEMOLIDOS DE FRANK LLOYD GANHAM VIDA COM TECNOLOGIA 3D

Utilizando softwares conhecidos, David Romero recriou com incrível riqueza de detalhes alguns edifícios destruídos projetados por Lloyd

Preservar a arquitetura moderna sempre foi um desafio que indagou arquitetos e designers ao redor do mundo. Mas o arquiteto espanhol David Romero encontrou uma solução que promete revolucionar a preservação de edifícios históricos e emblemáticos. Com o auxílio de programas gráficos, ele redescobriu o poder da tecnologia e da arte de renderização.

Frank 1Utilizando softwares conhecidos como AutoCAD, 3ds Max, V-Ray e Photoshop, Romero recriou imagens antigas de alguns projetos de Frank Lloyd Wright, que hoje já não existem mais, e os reviveu com uma exatidão incrível de detalhes. Batizado de “Hooked On The Past” (Enganchado no Passado), o projeto do arquiteto reproduziu edifícios demolidos e até mesmo obras que nunca saíram do papel, como a Capela da Trindade.

Frank 2Entre as renderizações, o espanhol conseguiu captar fielmente os detalhes texturizados do prédio de escritórios de cinco andares da Larkin Soap Company, construído em 1904 na cidade de Buffalo, em Nova York. A estrutura com uma imponente fachada de argamassa cor-de-rosa foi a primeira obra com ar-condicionado projetada por Lloyd.

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Iluminados por uma claraboia, os escritórios foram construídos em torno de um grande átrio central. David Romero conseguiu reproduzir toda a estrutura, incluindo os detalhes únicos que transformaram a obra de Frank Lloyd Wright em um legado para a arquitetura moderna.

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Frank 4“‘Hooked On The Past’ começou por causa de minha irritação em como as técnicas de visualização em 3D estavam sendo mal utilizadas para as recriações de edifícios do passado”, declarou Romero ao Architectural Digest, lamentando que atualmente poucos recursos são dedicados para esse ramo de pesquisa.

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Outro edifício recuperado por David Romero foi a Rose Pauson House, uma antiga residência construída no deserto de Phoenix, no Arizona. A casa foi construída em 1942, porém foi destruída por um incêndio apenas um ano depois.

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As poucas fotografias coloridas que restaram do acidente ajudaram o arquiteto a reviver a obra de Lloyd. As paredes e fundações da construção resistiram ao incêndio, transformando a casa modernista em um marco local batizado de Shiprock.

Para recriar a área interna, o espanhol usou o software Marvelous Designer, uma ferramenta de renderização 3D para tecidos. Com ele, até a cortina responsável pelo incêndio foi recriada, junto com os tapetes, almofadas e detalhes únicos.

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Matéria publicada por Casa Claudia em 14 de março de 2017

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ARQUITETO DIZ QUE PRIMEIRA CASA MODERNISTA DO MUNDO É BRASILEIRA

Em entrevista ao El país, o britânico Kenneth Frampton revelou que a primeira casa modernista foi construída no Brasil

“Deixamos de lado uma grande parte do mundo. Que você não conheça não quer dizer que não exista”, diz o arquiteto britânico Kenneth Frampton para o El País. Anos atrás, quando tinha 50 anos, o profissional lançou o livro “História crítica da arquitetura moderna”, que já foi traduzido para 11 idiomas. Hoje, aos 86 anos, o arquiteto, que vive em Nova York há mais de cinquenta anos, acredita que as mudanças na vida obrigam correções no conteúdo do livro.

ARQ 1Casa Modernista da rua Santa Cruz, de Gregori Warchavchik, em São Paulo.

“Na revisão mais recente, não quero apresentar um mundo eurocêntrico: a arquitetura da China, da Índia ou da África também fazem parte do planeta”. Ao ser questionado pelo El País sobre como se completa uma visão planetária e de quanto distanciamento é preciso para se escrever a história de uma disciplina, ele responde: “É necessária a convicção de que você viu coisas que merecem ser contadas. E a humildade para deixar claro que o que você conta não é nunca a história. É a sua história.”

Frampton conta ao jornal que procurou conhecer todos os edifícios de que fala. “Quando visitei o arquiteto de Bangladesh Kashef Chowdhury, conheci o talento de sua ex-mulher, Marina Tabassum. A história da arquitetura moderna está cheia de uniões de pessoas com grande talento que acabam em divórcio. A atenção se concentrou em um só dos lados, mas chegou o momento de exaltar muitas dessas mulheres”, diz. Na entrevista, também frisou a importância em se prestar atenção em quem tornou as coisas possíveis, como o imigrante russo Gregori Warchavchik que trouxe a modernidade para o Brasil e ergueu em São Paulo a primeira casa modernista. Le Corbusier chegou 10 anos mais tarde.

Frampton considera a modernidade um projeto inacabado. “Em Nova York, um arranha-céu é construído depois do outro. E são construções anódinas. Irrelevantes culturalmente. Só representam o mercado. Não há significado nem simbolismo. Chama-se especulação e é a rainha de nossos dias. Não sei quando isso vai parar. Mas me nego a aceitar que isso seja uma herança do Movimento Modernista. Não é arquitetura. É só dinheiro”, falou ao El País.

Leia a entrevista completa que o arquiteto deu para o El País.

Matéria publicada por Casa Claudia em 13 de março de 2017

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